Bambolês e cones
A utilização de cones e
bambolês possui aqui um fundamento importantíssimo.
Aqui trabalho com eles para
uma paciente que desenvolveu sequela de AVC, claro que ela é submetida a outros
procedimentos como o famoso Kabat, mobilizações articulares. Mas para chegar ao
uso desses materiais aparentemente inúteis e até infantis para muitos, é
preciso sempre fortalecer as cadeias musculares de membros superiores e
inferiores.
Como ela já está na fase de
marcha adaptada, uma vez que o padrão da sequela do AVC permanece de forma mais
leve, a gente precisa prepara-la para enfrentar as ruas e como sabemos nossas
ruas e principalmente nossas calçadas estão cheias de bloqueios, seja de veículos
que estacionam em calçadas e que tiram das pessoas o direito de transitar por
elas e assim colocar suas vidas em risco por ter que desviar e passar pelas
ruas. Quem nunca precisou desviar das calçadas? E o que dizer dos buracos que
calçadas e ruas possuem? Elas podem provocar de simples quedas até aquelas que
podem causar grandes danos ou levar o indivíduo a óbito. Se para quem não tem nenhum
problema de saúde que envolve locomoção, imagine o transtorno que é para um
cadeirante ou mesmo aqueles que estão reaprendendo a andar...
Em função desses transtornos
que eu uso bambolês, cones e qualquer meio que possa ajudar essas pessoas. Na
minha prática profissional, utilizo circuitos simulados.
Podemos adaptar os bambolês
simulando buracos, cones simulando calçadas contendo carros e outros objetos
que podem impedir o trânsito do pedestre pelas calçadas.
É assim amigos, o
Fisioterapeuta que quiser obter sucesso em seu trabalho precisará desenvolver a
criatividade, precisará trabalha-la para que o seu paciente obtenha mais
individualidade e o profissional como consequência de seu trabalho,
reconhecimento.
Dra. Amanda Damasceno Soares
Fisioterapeuta Acupunturista


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