Dra. Amanda Damasceno Soares
Fisioterapeuta Acupunturista
ESTOU FORMADO (A), E
AGORA?
Quando um estudante termina
a faculdade, seja lá qual for a área que ele estudou e pega o seu diploma quer
mesmo ir para o mercado de trabalho. Isto é válido, muito válido.
O mercado de trabalho está
cada vez mais selecionador e na área de saúde então... Este nem se fala, e se
falarmos de Fisioterapia, podemos ir as turmas que se formaram conosco e iremos
perceber que muitos deles já desistiram de exercer a Fisioterapia por várias razões,
entre elas a frustração por não ser exatamente aquilo que queria ou o
profissional se forma para obter um diploma de nível superior ou simplesmente
não encontra espaço para entrar no mercado. Imagine você, que no final de 2006
a Universidade Estácio de Sá no estado do Rio de Janeiro colocou no mercado
aproximadamente três mil Fisioterapeutas... Você acha que dessa turma gigante
todos estão atuando como Fisioterapeutas? Claro que não. Embora estejam registrados
no COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) exatos
176.176* profissionais Fisioterapeutas, somente. Pouco não é?
Cada ano que se passa o mercado de trabalho
fica mais exigente e mais enxugador porque carece de profissionais dispostos a
estudar sempre e isto requer finalizar uma graduação e de preferência já ir
começando a cursar uma pós-graduação, mestrado ou até mesmo doutorado. Isto é
bom? É excelente, mas não basta ter tantos títulos e não saber fazer uma
abordagem.
É de grande importância que
tenhamos mais conhecimentos científicos, mas também é preciso saber abordar um paciente,
ou seja, saber agregar teoria e prática e assim oferecer maior qualidade no
atendimento fisioterapêutico.
E os outros 176.175
profissionais inscritos, como concorrer com eles?
Simples, Deus deu e dá um
talento para cada um de nós seus filhos. O que nos cabe é desenvolvê-lo e com a
Fisioterapia é a mesma coisa. Cada um vai procurar aprimorar suas qualidades
profissionais, não adianta utilizar métodos que firam a dignidade da profissão.
Por exemplo, o talento que um tem para trabalhar o Pilates, e deve
aperfeiçoá-lo e procurar fazê-lo da melhor maneira possível, muitas vezes não
terá o mesmo talento para trabalhar com Neurologia, ou Fisioterapia Respiratória,
Cardiofuncional, Traumato-Ortopédica, Reumato, Pediatria, Acupuntura, Perícia
Judicial para Fisioterapeutas, Ergonomia, de preferência o tipo de público que
temos maior facilidade para trabalhar. Idoso, adulto, infantil... Não importa,
é preciso desenvolver o talento a profissão e procurar o público de trabalho
que se adequa ao nosso trabalho.
Eu adoro criança,
particularmente, mas confesso que para trabalhar com elas não tenho a mesma
desenvoltura que tenho para trabalhar com um adulto ou idoso. Por quê? Porque
minha destreza com o público adulto ou idoso é mais desenvolvido e mais
aprimorado. E não aprendi na faculdade a ter tal habilidade com este público,
aprendi e descobri na prática tanto com a Fisioterapia Geral, quanto com a
Acupuntura, especialidade que estudei e hoje sou e estou habilitada para tal.
Como fazer para descobrir
minhas habilidades com o público infantil, adulto ou idoso? A gente começa a
ver tal afinidade a partir da vida de estágio mesmo.
Outra coisa muito
importante, quando a gente sai da faculdade não sai especialista em nada. Todos
saímos generalistas, a especialização a gente vai procurar estudar com término da
Faculdade. Mas não é porque sou
especialista em Acupuntura que tenho que esquecer Ortopedia, Respiratória e
outras áreas da Fisioterapia, nada disso. Antes de ser Fisioterapeuta
Acupunturista, sou Fisioterapeuta e tenho a obrigação de me atualizar e também
estudar sempre um pouco de todas as áreas, não para ser melhor que ninguém, mas
para trabalhar e fazer um trabalho mais que possa dar qualidade de vida ao
paciente e também honrar a profissão de Fisioterapeuta.
* Dados oficiais do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Dra. Amanda Damasceno Soares
Fisioterapeuta Acupunturista
